Tragédia de Petrópolis: moradores voltam ao Morro da Oficina atrás de animais de estimação

RIO — Moradoras da região do Morro da Oficina, em Petrópolis, a psicóloga Jéssica Barbeto e sua mãe, Angélica, deixaram a residência correndo na terça-feira, apenas com a roupa do corpo, com medo de um desabamento na localidade da cidade serrana. Passaram a tarde e a noite na rua, só conseguindo chegar de madrugada à casa de uma parente, em outra região da Cidade Imperial. Mas não conseguiram sequer dormir. Isso porque estavam preocupadas com as cadelas Mel e Anny, que ficaram sozinhas na casa após a enchente. Na tarde desta quarta, com o tempo mais firme, elas retornaram e resgataram os animais. Número de mortos pode aumentar: Secretário de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros diz que há 'inúmeros desaparecidos'Assim como elas, muitos moradores de Petrópolis deixaram suas casas e os animais, buscando os pets no dia seguinte à enchente, que matou dezenas de pessoas. A cena de pessoas com cachorros no colo e gatos em gaiolas era constantes não só na região do Morro da Oficina, como no resto da cidade. Clique aqui para acessar a matéria na íntegra e visualizar esta fotogaleria.—Não dava pra dormir preocupada com eles. Cochilava e acordava pensando. A gente saiu correndo e não conseguiu pegar. Ainda pensamos em voltar, mas estava chovendo muito. Só conseguimos vir agora que o tempo deu uma melhorada. Não podíamos deixá-las — disse Jéssica.Destruição: 'Um prédio de quatro andares sumiu', lamenta idealizador de projeto social que atuava há 13 anos no Morro da OficinaMãe e filha contaram também sobre os momentos de desespero na hora do deslizamento e na tentativa de fugir para um local seguro. — Era muita gente gritando na rua, muita gente perdeu a família soterrada, muita tristeza. O barro parou atrás da casa da minha vizinha — contou Jéssica. Cenário de devastação: Força da água destruiu pontes e arrastou dois ônibus para rioA dona de casa Angélica Barbeto completou dizendo que outra filha viu o momento em que o deslizamento ocorreu:— Minha filha ouviu um estalo e viu a pedra despencando. Mas aí nós corremos. Todo mundo veio e ficou aqui na rua. Clique aqui para acessar a matéria na íntegra e visualizar esta fotogaleria.Vídeos: 'Um bebê sem respirar embaixo dessa lama', diz mulher que busca criança após tragédia em PetrópolisOutra pessoa que voltou para buscar o animal de estimação foi o motorista de aplicativo João Sousa. Como estava trabalhando quando houve a tragédia, ele só retornou para casa nesta quarta para pegar algumas roupas e o vira-lata Café. — Graças a Deus minha casa não foi atingida. Tem muita lama no quintal, mas depois eu vejo isso. Como ainda pode chover, peguei umas roupas e o Café e vou para casa dwlr parentes. Não dava para deixar ele para trás, é meu companheiro — afirmou.

Tragédia de Petrópolis: moradores voltam ao Morro da Oficina atrás de animais de estimação

RIO — Moradoras da região do Morro da Oficina, em Petrópolis, a psicóloga Jéssica Barbeto e sua mãe, Angélica, deixaram a residência correndo na terça-feira, apenas com a roupa do corpo, com medo de um desabamento na localidade da cidade serrana. Passaram a tarde e a noite na rua, só conseguindo chegar de madrugada à casa de uma parente, em outra região da Cidade Imperial. Mas não conseguiram sequer dormir. Isso porque estavam preocupadas com as cadelas Mel e Anny, que ficaram sozinhas na casa após a enchente. Na tarde desta quarta, com o tempo mais firme, elas retornaram e resgataram os animais.

Número de mortos pode aumentar: Secretário de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros diz que há 'inúmeros desaparecidos'

Assim como elas, muitos moradores de Petrópolis deixaram suas casas e os animais, buscando os pets no dia seguinte à enchente, que matou dezenas de pessoas. A cena de pessoas com cachorros no colo e gatos em gaiolas era constantes não só na região do Morro da Oficina, como no resto da cidade.

Clique aqui para acessar a matéria na íntegra e visualizar esta fotogaleria.

—Não dava pra dormir preocupada com eles. Cochilava e acordava pensando. A gente saiu correndo e não conseguiu pegar. Ainda pensamos em voltar, mas estava chovendo muito. Só conseguimos vir agora que o tempo deu uma melhorada. Não podíamos deixá-las — disse Jéssica.

Destruição: 'Um prédio de quatro andares sumiu', lamenta idealizador de projeto social que atuava há 13 anos no Morro da Oficina

Mãe e filha contaram também sobre os momentos de desespero na hora do deslizamento e na tentativa de fugir para um local seguro.

— Era muita gente gritando na rua, muita gente perdeu a família soterrada, muita tristeza. O barro parou atrás da casa da minha vizinha — contou Jéssica.

Cenário de devastação: Força da água destruiu pontes e arrastou dois ônibus para rio

A dona de casa Angélica Barbeto completou dizendo que outra filha viu o momento em que o deslizamento ocorreu:

— Minha filha ouviu um estalo e viu a pedra despencando. Mas aí nós corremos. Todo mundo veio e ficou aqui na rua.

Clique aqui para acessar a matéria na íntegra e visualizar esta fotogaleria.

Vídeos: 'Um bebê sem respirar embaixo dessa lama', diz mulher que busca criança após tragédia em Petrópolis

Outra pessoa que voltou para buscar o animal de estimação foi o motorista de aplicativo João Sousa. Como estava trabalhando quando houve a tragédia, ele só retornou para casa nesta quarta para pegar algumas roupas e o vira-lata Café.

— Graças a Deus minha casa não foi atingida. Tem muita lama no quintal, mas depois eu vejo isso. Como ainda pode chover, peguei umas roupas e o Café e vou para casa dwlr parentes. Não dava para deixar ele para trás, é meu companheiro — afirmou.